A solução dos problemas ambientais da Terra passa pelo combate à superpopulação do planeta, de acordo com o professor Chris Rapley, diretor da agência britânica de pesquisas na Antártida.
Em artigo publicado no site da BBC em inglês, Rapley argumenta que o combate dos problemas ambientais tem que ser sinônimo do combate à superpopulação.
"Se acreditamos que o tamanho da 'pegada' (ecológica) humana é um problema grave, e há muitas provas de que isso é fato, então a visão racional seria que ao lado de um pacote de medidas para reduzir as pegadas por pessoa, a questão da administração da população também fosse enfrentada", escreve o cientista.
Para o professor Rapley o tamanho da população atual da Terra, acima de 6,5 bilhões de pessoas, já é insustentavelmente grande. Ele afirma ainda que a uma taxa de 76 milhões de pessoas a mais por ano, em média, não há como combater os atuais problemas ambientais apenas com propostas para o controle de emissão de gases e a racionalização do consumo.
Rapley afirma que a questão da população, porém, é um assunto muito difícil, uma espécie de tabu, para os movimentos ambientais.
Bem-estar em jogo
No entanto, Rapley acredita que a não ser que ele seja enfrentado, o bem-estar e a qualidade de vida das gerações futuras vão sofrer conseqüências.
O artigo de Rapley é o primeiro de uma série de opiniões sobre o meio ambiente em uma sessão especial do site da BBC em inglês, chamada The Green Room ou O Quarto Verde, em tradução literal.
Vários estudos indicam que a humanidade está esgotando os recursos naturais da Terra muito rapidamente. Mesmo assim, a questão da população dificilmente entra na pauta das reuniões ambientais ou das organizações não-governamentais "verdes".
O professor Rapley, diretor do Levantamento Britânico da Antártida, admite que a questão é espinhosa, porque envolve considerações sobre o controle de natalidade compulsório e até eugenia (na definição do dicionário Houaiss: "teoria que busca produzir uma seleção nas coletividades humanas, baseada em leis genéticas").
No entanto, Rapley evita fazer recomendações sobre como controlar a atual tendência de crescimento que deve elevar a população da Terra a oito ou nove bilhões até 2050.
Ele argumenta, porém, que a discussão do problema da superpopulação precisa ser alçado a prioridade nos meios ambientais.
"A não ser e até isso mudar, reuniões como a de Montreal (sobre as mudanças climáticas), que enfrentam apenas parte do problema, terão na melhor das hipóteses um sucesso limitado, com o bem-estar e a qualidade de vida das gerações futuras como vítima inevitável."
Brasil é 5º melhor para investimentos diretos, diz Unctad
da BBC, em Londres
O Brasil é o quinto melhor país para fazer investimentos diretos nos próximos anos, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Unctad, a agência da ONU para a promoção do comércio e do desenvolvimento. A conclusão se baseou em pesquisa feita com empresas transnacionais, especialistas no setor e agências de promoção de investimentos. O Brasil só ficou atrás da China, dos Estados Unidos, da Índia e da Rússia, nesta ordem. O país também foi apontado como a 13ª fonte mais importante de investimentos em outros países. Perspectivas positivas O relatório, chamado Avaliação Global das Perspectivas de Investimento, afirma que o cenário para os investimentos estrangeiros diretos (conhecidos como FDI no jargão da área) é positivo no período que vai deste ano até 2008. De acordo com o documento, o clima macroeconômico atual e no futuro próximo é favorável aos investimentos diretos e se alia aos “crescentes lucros corporativos que aumentam a disponibilidade de fundos para serem investidos no futuro na expansão das empresas”. O país que mais deve receber este dinheiro, conforme indica o documento, é a China, apontada por 85% das empresas, especialistas e agências consultados como um dos melhores lugares para fazer investimentos diretos. Já o Brasil é citado como um dos países mais atraentes por 20% de todos os entrevistados. A Ásia e o sudeste europeu são apontados como as regiões emergentes mais atraentes, enquanto o estudo mostra que se espera que o ritmo de investimentos na América Latina continue se recuperando. Mas o relatório ressalta que os envolvidos no setor também vêem riscos para a boa performance dos investimentos diretos, como o protecionismo, a redução do ritmo de crescimento das economias mais ricas, o terrorismo global e a volatilidade dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.
Apresentação Mikhail Gorbachev Presidente da Green Cross International
"Somos hóspedes, e não senhorios da natureza e temos que desenvolver um novo paradigma para o desenvolvimento"
Cinco anos atrás, todos os 191 países membros das Nações Unidas se comprometeram a cumprir, até 2015, oito Metas de Desenvolvimento do Milênio, incluindo a erradicar a fome e pobreza extremas e garantir a sustentabilidade ambiental. Estes compromissos cruciais foram reafirmados por autoridades de saúde em todo o mundo em outubro de 2004, por ocasião do 10 o aniversário da destacada Conferência sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo.
A conclusão abrangente dessa reunião em 2004 foi que apesar do avanço considerável, se bem que errático, em muitas áreas, qualquer otimismo deve levar em conta a percepção que ganhos em desenvolvimento socioeconômico, segurança e sustentabilidade globais não refletem a realidade de muitas partes do mundo. A pobreza continua a minar o avanço em muitas áreas. Doenças como HIV/AIDS estão aumentando, criando bombas-relógio na saúde pública em inúmeros países. Nos últimos cinco anos, cerca de 20 milhões de crianças morreram de doenças veiculadas pela água que poderiam ter sido evitadas, enquanto centenas de milhões de pessoas continuam a conviver diariamente com a aflição e a sujeira associadas à falta de água potável e saneamento básico.
Precisamos reconhecer essas vergonhosas disparidades globais e começar a lidar com elas com seriedade. Fiquei feliz com a entrega do Prêmio Nobel da Paz a Wangari Maathai, uma mulher cujos esforços pessoais, liderança e trabalho comunitário no Quênia e na África são fonte de inspiração para todos nós, demonstrando os avanços reais que podem ser obtidos no enfrentamento dos desafios à segurança ambiental e desenvolvimento sustentável, quando as pessoas têm a coragem de fazer a diferença.
A humanidade tem uma oportunidade singular de transformar o Século XXI em um século de paz e segurança. Todavia, as muitas possibilidades criadas pelo fim da guerra fria parecem já terem sido, em parte, desperdiçadas. Para onde foi o "dividendo da paz" que tanto nos esforçamos para obter? Por que conflitos regionais e terrorismo se tornaram tão presentes no mundo atual? E por que não obtivemos maiores avanços nas Metas de Desenvolvimento do Milênio?
As terríveis tragédias de 11 de setembro de 2001, os ataques terroristas em 2004 em Beslan, na Rússia, e os tantos outros incidentes terroristas ao longo da última década no Japão, Indonésia, Oriente Médio, Europa e outros países ressaltam, todos, o fato que não estamos adequadamente preparados para lidar com novas ameaças. Melhor preparo, porém, significa pensar mais holisticamente, e não apenas em termos tradicionais de guerra fria.
Acredito que o mundo hoje enfrenta três desafios inter-relacionados: o desafio da segurança, incluindo os riscos associados às armas de destruição em massa e terrorismo; o desafio da pobreza e do subdesenvolvimento; e o desafio da sustentabilidade ambiental.
O desafio da segurança deve ser enfrentado primeiramente através do controle e destruição dos arsenais mundiais de armas de destruição em massa. Tanto a Rússia quanto os Estados Unidos adotaram inúmeras medidas positivas nesta direção. Precisamos, porém, acelerar esses esforços de desmilitarização e não-proliferação e estabelecer programas mundiais de redução das ameaças, para que possamos garantir um sucesso efetivo.
Os países industrializados também deverão destinar mais recursos para os países e as regiões mais pobres do mundo. A ajuda desenvolvimentista oficial dos principais países industrializados ainda representa uma minúscula fração dos seus PIBs, e não chega nem perto dos compromissos assumidos há uma década na Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro. Não podemos permitir que continue em nosso planeta essa crescente disparidade entre ricos e pobres e a ultrajante má alocação de recursos já escassos para o consumismo e guerra. Caso contrário, deveremos esperar até maiores desafios à frente.
Com relação ao meio ambiente, precisamos reconhecer que os recursos da Terra são finitos. Desperdiçar esses escassos recursos significa perdê-los no futuro próximo, com conseqüências potencialmente funestas para todas as regiões e para o mundo. As florestas, por exemplo, estão sendo gradativamente destruídas nos países mais pobres. Até mesmo no Quênia, onde Wangari Maathai ajudou a plantar mais de 30 milhões de árvores, a área florestada diminuiu. A crise hídrica global é também uma das maiores ameaças à humanidade. Quatro em cada 10 pessoas no mundo vivem em bacias hidrográficas compartilhadas por dois ou mais países, e a falta de cooperação entre os parceiros desses preciosos recursos está reduzindo padrões de vida, causando problemas ambientais devastadores e até mesmo contribuindo para a eclosão de conflitos violentos. E o mais importante de tudo, precisamos acordar para os perigos da mudança climática e dedicar mais recursos para a busca crucial por alternativas energéticas.
Foi por razões como essas que, 12 anos atrás, fundei a Green Cross International [Cruz Verde Internacional] e continuo a defender uma mudança global de valores no manejo da Terra, um novo sentido de interdependência global e uma co-responsabilidade na relação humana com a natureza. Foi também por essas razões que ajudei a elaborar a Carta da Terra, um código de princípios éticos hoje endossados por mais de 8.000 organizações. representando mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo. E é por essas razões que Maurice Strong, Presidente do Conselho da Terra e eu, demos início aos Diálogos da Terra, uma série de fóruns públicos sobre ética e desenvolvimento sustentável.
Precisamos hoje de uma Glasnost Global ˆ abertura, transparência e diálogo público ˆ por parte de nações, governos e cidadãos, a fim de criar um consenso em torno desses desafios. E precisamos de uma política de "engajamento preventivo": solidariedade e ação internacional e individual para enfrentar os desafios da pobreza, doença, degradação ambiental e conflito de maneira sustentável e não violenta.
Somos hóspedes, e não senhorios, da natureza e temos que desenvolver um novo paradigma para o desenvolvimento e resolução de conflitos, com base nos custos e benefícios para todos os povos comprometidos com os limites da própria natureza e não com os limites da tecnologia e do consumismo. Estou extremamente feliz em constatar que o Worldwatch Institute continua a enfocar esses importantes desafios e metas em seu relatório anual Estado do Mundo . Recomendo a todos os leitores que considerem seu engajamento pessoal à ação após a leitura deste livro. Só com a participação ativa e dedicada da sociedade civil poderemos ter sucesso na construção de um mundo sustentável, justo e pacífico para os séculos futuros.
Mikhail Gorbachev Presidente Green Cross International
Ranking de melhor cidade põe SP em 89º e RJ em 91º
da BBC, em Londres
Vancouver, no Canadá, é o melhor lugar do mundo para viver, de acordo com um ranking de 127 cidades que coloca São Paulo na 89ª posição, e o Rio de Janeiro, na 91ª. O levantamento da Economist Intelligence Unit (EIU), uma empresa de pesquisas britânica, conclui que a qualidade de vida é superior em lugares como Moscou (74º), Pequim (70º) e Buenos Aires (64º) do que nas duas metrópoles brasileiras. O ranking leva em consideração o risco para a segurança dos moradores, a infra-estrutura e a oferta de bens e serviços em 127 cidades.
Terrorismo
No segundo lugar do ranking ficaram empatadas Melbourne, na Austrália, Viena, na Áustria, e Genebra, na Suíça. No pé estão Port Moresby (Papua Nova Guiné), Argel (Argélia) e Dhaka (Bangladesh), cidades onde "muitos aspectos do dia-a-dia apresentam desafios", segundo a EIU. Três das dez cidades que encabeçam o ranking ficam no Canadá -- a líder Vancouver, Toronto e Calgary, que estão empatadas na quinta colocação. Mas o país com mais cidades entre as dez primeiras é a Austrália, com quatro -- Melbourne, Perth, Adelaide e Sydney, todas também empatadas em quinto. Para a EIU, o grande motivo de incertezas para quem vive nestes lugares é o clima. "No atual clima político global, não é uma surpresa ver que os lugares mais desejáveis são aqueles em que pouco se temem atentados terroristas", disse o editor do relatório, Jon Copestake.
Aquecimento pode desencadear conflitos globais, diz relatório
CANBERRA (Reuters) - O aquecimento pode provocar um aumento significativo de doenças na Ásia e nos países insulares do Pacífico, provocando conflitos e fazendo milhões de refugiados, segundo um relatório divulgado na quinta-feira.
O aumento das temperaturas globais até 2100 também poderá provocar mais secas, inundações e tufões, além de ampliar a incidência da malária, da dengue e da cólera, segundo o estudo preparado pela Associação Médica Australiana (AMA) e pela Fundação Australiana de Conservação -- que são os mais importantes grupos médico e ambiental do país.
O texto prevê que as temperaturas médias do planeta aumentarão entre 1 e 6 graus Celsius nos próximos 95 anos.
"Não estamos falando só de um verão mais longo ou uma temporada de esqui mais curta", disse o presidente da AMA, Mukesh Haikerwal, a jornalistas. "A mudança climática vai afetar a nossa saúde. As pessoas vão adoecer como resultado direto. As pessoas morrerão em grande número conforme a nossa Terra, o nosso mundo, se aquecer."
Haikerwal disse que até 15 mil pessoas podem morrer por ano até 2100 na Austrália devido às consequências do calor. Atualmente, morrem cerca de mil.
Os cientistas dizem que doenças transmitidas por mosquitos tropicais, como a dengue, podem se alastrar para o sul e chegarem a Sydney. A doença hoje está restrita ao norte do país, quase despovoado.
Em nível internacional, as temperaturas elevadas podem aumentar a incidência de tempestades e secas, o que levaria à quebra das safras e, consequentemente, a instabilidades sócio-políticas.
"Conforme a pressão aumenta, é possível que haja uma guinada para governos autoritários", diz o relatório. "No pior cenário, um fracasso dos Estados em grande escala e um grave conflito podem gerar centenas de milhões de refugiados na região da Ásia-Pacífico, um amplo colapso da lei e numerosos abusos aos direitos humanos."
O relatório afirma que as safras devem melhorar em parte do norte da Ásia, mas que haverá o efeito contrário no sul do continente, onde a incidência de enchentes, secas, incêndios florestais e ciclones tropicais também aumentará.
O relatório pede que os governos reduzam as emissões de dióxido de carbono para conter o impacto do aquecimento global.
"Desigualdade é mais grave", diz autor de relatório da ONU; para ele, crescimento chinês ofuscou aumento do abismo social
Reduzir pobreza é ilusão, diz pesquisador
LUCIANA COELHO DA REDAÇÃO (FOLHA)
O novo relatório da ONU sobre desigualdade social no mundo, divulgado anteontem em Nova York, lança um alerta, segundo seu organizador, o brasileiro Roberto Guimarães. Ao se preocuparem somente com o crescimento econômico e a redução da pobreza, governos e sociedades embarcam em uma ilusão que não resolverá problemas. "A desigualdade é um problema mais grave do que a pobreza", disse Guimarães à Folha por telefone. "Mas a temos relegado totalmente, e a situação chegou a tal ponto que já não é "privilégio" de país pobre: a desigualdade aumenta nos EUA, no Canadá, nos países nórdicos", afirma, citando o relatório. Exemplo disso, diz o pesquisador, que hoje chefia o Departamento de Economia e Questões Sociais da ONU e que por 20 anos trabalhou na Cepal (Comissão Econômica para América Latina), é o caso chinês. O relatório revela que o país asiático, com seu 1,3 bilhão de habitantes, é o único responsável pela redução da pobreza no mundo. Só que se trata de miragem. "O índice de pobreza no mundo caiu só por causa da China. Porque um país reduziu a pobreza, o planeta reduziu o número de pobres que vivem com menos de US$ 1 por dia. Só que aumentou a pobreza entre os que têm menos de US$ 2 por dia. Ou seja, que pobreza é essa que diminuiu? Nenhuma".
Globalização e trabalho "O problema", explica Guimarães, "é que todo mundo acha que sem crescimento não se resolve pobreza". "Só que a China, o campeão de crescimento na década de 90, já é um dos países mais desiguais do mundo", afirma. Segundo o pesquisador, os 10% mais ricos na China ganham 18 vezes mais do que os 40% mais pobres. No Brasil, o campeão de desigualdade na América Latina segundo a ONU, a proporção é de 32 vezes. O relatório diagnostica uma segunda tendência. Além de ter aumentado nos últimos 25 anos, a pobreza se disseminou. E a razão para isso, aponta o pesquisador, é a globalização, que vem ocorrendo de forma assimétrica. "A globalização é ruim? Não, mas é assimétrica. Seus custos estão aumentando a desigualdade", afirma. "Ninguém discute que você precisa de liberalização econômica. Mas é fato que ela criou desigualdade", diz. "Hoje em dia, o modelo de comércio que cresce mais é o comércio bilateral. Se todo o comércio fosse global, a renda mundial cresceria US$ 200 bilhões, sendo US$ 100 bilhões para os países pobres. Já se o modelo atual continuar crescendo, a renda mundial vai crescer US$ 110 bilhões: US$ 130 bilhões para os países ricos e menos US$ 20 bilhões para os países pobres, que vão pagar a conta", prevê. Como exemplo da "conta" a ser paga, ele cita a taxação de até 20% sobre produtos de países em desenvolvimento importados pelos desenvolvidos. "Enquanto isso, nós cobramos, em média, uma taxa de 1% deles." Mais do que defender que o comércio seja mais equitativo, Guimarães afirma que é necessária a criação de normas e padrões internacionais para o mercado de trabalho, à semelhança de certificados internacionais como o ISO 9000, que garantem o cumprimento de normas para produção. Ele evita, no entanto, oferecer soluções. "Quem faz propostas são os governos. A ONU tem de estudar e fazer a radiografia dos problemas. Não sou eu daqui de Nova York que vou dizer o que o Brasil vai fazer", diz.
Se os países fossem marcas comerciais, o Brasil seria a 15º mais forte do mundo por: Eduardo Barros Infomoney 03/08/2005 12h52
SÃO PAULO - Se os países do mundo fossem transformados em marcas comerciais, o Brasil seria dono da 15ª marca mais forte do planeta, segundo revela a pesquisa National Brands Index, realizada pela empresa Anholt-GMI.
Os organizadores do estudo afirmam que a análise desta situação hipotética se torna cada vez mais necessária, uma vez que o fenômeno da globalização faz as pessoas observarem os países como se fossem produtos à venda, na medida em que aproxima e intensifica a competitividade entre as nações, que dia após dia lutam de maneira mais agressiva pela "atenção, respeito e confiança" de investidores internacionais, turistas e consumidores.
Pois neste ranking, que contempla 25 países e tem a Austrália como primeira colocada, o Brasil aparece em posição intermediária, imediatamente atrás do Japão (14º) e a frente do México (16º) e de nações como Índia (18º), Coréia do Sul (20º), China (21º) e Rússia (24º).
Componentes do índice O National Brands Index foi calculado com base em opiniões de dez mil consumidores a respeito de seis áreas específicas: turismo, força das exportações, confiabilidade do governo, vontade de investir ou morar no país, relevância da cultura, e avaliação da população.
De acordo com a pesquisa, a Austrália conseguiu o primeiro lugar do ranking principalmente pelos bons resultados alcançados nos componentes de turismo, investimentos, e população. Por outro lado, variáveis como cultura e exportação obtiveram votações desfavoráveis.
O Canadá aparece no segundo posto da lista, apesar de sua baixa exposição mundial, tanto de produtos e marcas quanto da própria cultura nacional. O principal motivo para este bom posicionamento, segundo a Anholt-GMI, é a fama internacional de integridade e moralidade do governo canadense. Vale dizer que turismo, população e investimentos também ajudaram.
Outras colocações de destaque no National Brands Index foram: Suíça (3º), Inglaterra (4º), Suécia (5º), Itália (6º) e Alemanha (7º).
Cabe destacar que os Estados Unidos ficaram em 11º lugar, com boa avaliação das exportações e do desejo de se investir o morar no país. Turismo e população também alcançaram resultados favoráveis, mas a cultura e a confiabilidade do governo registraram alguns dos piores desempenhos do estudo.
A natureza do mundo pós industrial está mudando rapidamente. A cada dia, o ritmo de vida e mudanças acelera. A pressão para responder, adaptar-se cresce. As novas realidades globais estão ganhando rapidamente espaço nas estruturas mais profundas de nossas vidas: economicamente, socialmente, culturalmente, politicamente e ambientalmente -- realidades com implicações profundas sob nosso pensar, aprender, negócios, política, direitos humanas e conflitos do ser humano. Estas realidades estão tornando-se cada vez mais complexas; muitas representam perigos e ameaças significativas. E todos agem como catalisadores dessa transformação.
Humanos esgotam capital natural da Terra, dizem cientistas
A humanidade está fazendo um saque a descoberto no grande (porém finito) banco dos ecossistemas globais. O resultado é um colapso futuro na capacidade do planeta de fornecer bens e serviços naturais aos seres humanos, cujo primeiro efeito prático deve ser a impossibilidade de atingir as metas das Nações Unidas de combate à fome em 2015.
Quem diz isso desta vez não são os ambientalistas, mas um grupo de 1.350 cientistas de 95 países, inclusive o Brasil. De 2001 a 2005, sob a égide da ONU - Organização das Nações Unidas, eles produziram o diagnóstico mais completo já feito da saúde dos ecossistemas e de sua relação com a manutenção da vida humana. O esforço resultou num relatório apresentado nesta quarta-feira (30) a governos do mundo inteiro - no Brasil, numa cerimônia em Brasília (DF) presidida pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
As conclusões da chamada Avaliação Ecossistêmica do Milênio, como quase tudo o que diz respeito ao ambiente global, são desalentadoras: quase dois terços dos chamados serviços ambientais estão em declínio acelerado. Isso significa que a capacidade do planeta de fornecer peixe e água, reciclar nutrientes do solo, minimizar o impacto de desastres naturais (como o maremoto de dezembro na Ásia) e controlar o clima local está comprometida.
Pior ainda: as alterações feitas nos ecossistemas, especialmente nos últimos 50 anos, estão provavelmente aumentando o risco de mudanças abruptas, como explosão de epidemias - como a de cólera que afetou a África subsaariana durante o El Niño de 1997/ 98 -, eutrofização de águas costeiras e mudança climática regional, induzida por desmatamento.
Para quem acha que mudanças ambientais não passam de ameaças intangíveis pairando sobre as próximas gerações em algum futuro remoto, a Avaliação do Milênio tem uma projeção imediata: a degradação dos solos e a baixa disponibilidade de água doce, especialmente na África e no sul da Ásia, devem impedir o mundo de alcançar o chamado Objetivo do Milênio de cortar pela metade o número de famintos em 2015.
"Um dos poucos serviços ambientais em ascensão é a produção de alimentos, mas não ao ponto de atingir os objetivos (de desenvolvimento) do milênio", disse à Folha de São Paulo o engenheiro florestal Rodrigo Victor, do Instituto Florestal de São Paulo, que participa de uma das etapas do diagnóstico.
Quatro cenários montados pelos cientistas para o futuro prevêem, ainda, que mais 10% ou 20% das florestas do mundo serão convertidas em lavoura e pasto até 2050 e que a superexploração dos estoques de peixe deva crescer ainda mais. Três deles projetam um aumento de 10% a 20% no fluxo de nitrogênio para águas costeiras, ampliando a eutrofização e a perda de biodiversidade.
Uma das recomendações do estudo aos tomadores de decisão é uma reestruturação na maneira dos economistas de fazer contas.
Até agora, a maioria dos serviços ambientais pertence ao reino daquilo que os economistas chamam de "externalidades", ou seja, fatores que não interferem nos custos econômicos. O valor da polinização de lavouras por insetos que habitam uma floresta vizinha, por exemplo, não é computado na hora de calcular o valor total daquela floresta.
Um estudo feito em dez países do Mediterrâneo e citado no relatório mostrou, por exemplo, que serviços como recreação, seqüestro de carbono, produtos florestais não-madeireiros e proteção de mananciais respondiam por até 96% do valor total das florestas. Esses serviços são desperdiçados quando uma floresta é convertida em pasto ou plantação pelo valor da sua madeira. Algo equivalente a queimar dinheiro.
"A degradação dos serviços de ecossistemas representa a perda de um ativo", afirmam os cientistas. Como tal degradação não aparece na balança comercial, países como o Equador, o Cazaquistão e a Etiópia, que tiveram um aumento de seu PIB em 2001 e experimentaram perda de florestas e recursos energéticos, teriam na verdade prejuízo caso o passivo ambiental fosse incluído.
A maioria dos serviços ambientais ainda não têm um mercado, embora o seqüestro de carbono já seja valorável com a entrada em vigor do Protocolo de Kyoto. Mesmo assim, os custos associados à perda de alguns desses serviços já se fazem sentir. Que o digam os pescadores de bacalhau da Terra Nova, no Canadá, que tiveram de parar de trabalhar nos anos 90 pelo esgotamento do peixe, com prejuízo de US$ 2 bilhões.
No Reino Unido, os prejuízos causados pela agricultura a água, solos e biodiversidade em 1996 foram de US$ 2,6 bilhões, ou 9% da receita agrícola dos país na década de 90. E as perdas econômicas causadas por desastres naturais no mundo cresceram dez vezes de 1950 a 2003 - para US$ 70 bilhões por ano. Números que não são ladainha de ambientalista.
A Avaliação Ecossistêmica do Milênio foi encomendada em 2000 pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e organizada nos mesmos moldes que o IPCC - Painel Intergovernamental em Mudança do Clima, o painel de cientistas encarregado de avaliar o estado do conhecimento sobre o clima da Terra. Um de seus coordenadores, aliás, é Robert Watson, ex-presidente do IPCC.
A maior parte do trabalho consiste em reunir toda a produção científica sobre os ecossistemas. Mas a avaliação traz, ainda, estudos de caso feitos em 33 regiões do planeta. No Brasil, o ecossistema escolhido foi a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo.
O mapeamento dos serviços ambientais prestados pelo cinturão à capital paulista - que vão da regulação do clima ao controle de enchentes - começa neste ano e vai até 2007. Resultados preliminares serão apresentados em São Paulo nesta quarta-feira (30), juntamente com resultados finais da avaliação de Portugal e do deserto de Atacama, no Chile.(Folha)
Estudo afirma que planeta pode sofrer um colapso ambiental
O atual modelo produtivista, baseado na lógica do lucro e do curto prazo, está esgotando o capital natural do planeta, adverte estudo encomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que envolveu 1.360 cientistas de 95 países. Segundo eles, a ameaça de colapso ambiental pode se concretizar ainda neste século.
As populações humanas veêm usando a água doce, desde tempos imemoriais, como se esse recurso fosse inesgotável. A partir de meados do século 20, porém, cresce em todo o mundo a consciência de que a água em condições de uso torna-se cada vez mais escassa, em função do crescimento populacional, do intenso uso industrial e agrícola e do acelerado aumento da poluição ratuita e a falta de investimentos em saneamento tornam crítica a situação dos recursos hídricos em algumas áreas. Essa consciência precisa ganhar força no Brasil, onde as culturas do desperdício e da água gratuita e a falta de investimentos em sameamento tornam crítica a situação dos recursos hídricos em algumas áreas.
Paulo Canedo de Magalhães Laboratório de Hidrologia, Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia, Universidade Federal do Rio de Janeiro Fonte: Revista Ciência Hoje
Para se antecipar o futuro é muito útil conhecer os possíveis caminhos da evolução da tecnologia. Essas tendências são, na realidade, forças tecnológicas ou leis que funcionam como alavancas da convergência digital, às quais Bill Gates identifica como: 1 - Lei de Moore - é a primeira tecnotendência, ela nos diz que o número de componetes dos chips ou microprocessadores dobra a cada 18 ou 24 meses, reduzindo seus preços ininterruptamente. Com isso a indústria pode lançar produtos sempre menores, mais compactos, mais duráveis, mais potentes, por preços sempre menores.
2 - Lei de Metcalfe - A segunda lei ou tecnotendência, como força impulsora da eletrônica, são as redes, cujo nome homenageia Bob Metcalfe, que criou a primeira rede local de sucesso, a Ethernet, em 1973. Segundo a lei, o valor de uma rede cresce proporcionalmente ao número de seus usuários elevado ao quadrado. Tudo tende a conectar-se.
3 - Lei de Maxwell - a terceira tecnotendência é a da comunicação sem fio em banda larga, a que Bill Gates dá o nome de Lei de maxwell, em homenagem ao grande físico escocês, James Clerk Maxwell, criador das bases científicas do eletromagnetismo. Como consequençia o mundo vive a revolução wireless (sem Fio), que nos oferece cada vez mais serviços de banda larga e alta velocidade, sem fio, por preços cada dia menores. (no Brasil?)
texto do livro 2015 - Como viveremos de Thevaldo Siqueira
Ser bem sucedido na vida e nos negócios depende da qualidade das informações que obtemos lendo, assistindo filmes, indo a peças de teatro ou seja vivendo. E nada como democratizá-la. Espero que gostem. Marcelo
Encasulamento: o impulso de ficar dentro de casa, quando o lado de fora se torna muito difícil e ameaçador. Um número cada vez maior de pessoas está transformando suas casas em verdadeiros ninhos - fazem nova decoração, assistem filmes pela TV a cabo, utilizam a Internet para fazer compras e usam a secretária eletrônica para filtrar o mundo exterior. A segurança do lar È o que importa
Formação de clãs: pessoas que compartilham interesses comuns - idéias, aspirações, vícios e lazer. Fazer parte de um grupo È algo para se orgulhar e interagir.
Aventura da fantasia: necessidade de escapadas emocionais para sair da rotina, buscando estímulos através do turismo, alimentação ou realidade virtual.
Revanche do prazer: chega de ser bonzinho e politicamente correto. As pessoas estão cheias de privações em nome da saúde, dos bons costumes e nada melhora em suas vidas. E ainda podem ocorrer possíveis desastres e catástrofes, portanto, não È hora de privar de um gorduroso bife acebolado com bacon, ovos, batata frita e pavê de amendoim de sobremesa. Satisfazer os desejos È fundamental.
Pequenas indulgências: necessidade que consumidores frustrados ou estressados sentem de gratificar-se emocionalmente através de uma recompensa mais acessível. Não podendo pagar uma viagem de um mês à Europa, passam uma semana no Rio de Janeiro.
Ancoragem: busca de espiritualidade e de um significado para a vida. … hora de pensar em respostas mais simples, deixando o egoísmo e o materialismo de lado. O eu interior, a volta às raízes È o que importa.
Egonomia: desejo de desenvolver-se individualmente para se destacar dos outros através de posses, experiências e serviços personalizados.
Feminina Mente: mulheres não pensam como os homens, são diferentes. Essa tendÍncia reflete um novo conjunto de valores profissionais e sociais, estimulando-nos a alterar a consciÍncia de marketing - de um modelo orientado para objetivos e hier·rquico para um modelo baseado no cuidar, no compartilhar e no familiar.
Homencipação: uma nova mente para os homens que não se limitam em ser estritamente de negócios e abraçam a liberdade de poder exercer sua individualidade, sendo menos machistas e mais sensíveis. Homens do lar.
99 Vidas: o ritmo frenético e a falta de tempo forçam as pessoas a assumirem vários papéis a fim de lidarem com a vida corrida e altamente tecnológica.
Sair fora: pessoas que trabalham, ao questionar o valor intrínseco de uma posição de poder, optam por uma vida mais simples, calma e satisfatória. O executivo que larga a carreira para montar uma pousada nas montanhas.
Viver: as pessoas sabem que podem morrer devido ao seu estilo de vida - comer mal, fumar, respirar ar poluído, usar drogas. Por isso, estão se responsabilizando cada vez mais por sua própria saúde e bem estar, procurando comer melhor, fazer exercícios fÌsicos e relaxar com mais frequência, proporcionando assim uma melhor qualidade de vida.
Volta ao passado: a saudade de uma inf‚ncia despreocupada introduz um novo sentido de leveza nas nossas vidas adultas, na maioria das vezes, excessivamente sÈrias. Pessoas mais velhas gastam mais com roupas joviais, tintura de cabelo, brinquedos de adultos e pl·sticas. S„o mais brincalhonas e tÍm atitudes que antigamente seriam consideradas inadequadas.
Consumidor vigilante: consumidores que não toleram mais produtos de baixa qualidade, serviços ruins e mal atendimento querem empresas com maior grau de consciência e responsabilidade, pois podem manipular o mercado através de pressão, protesto e política.
Queda de ícones: os pilares da sociedade estão sendo constantemente questionados e rejeitados. Em quem podemos confiar se perdemos a fé no governo, nas empresas, no casamento, nas lojas, nos heróis, na nossa própria família?
S.O.S. (Salve O Social): a fim de proteger nosso planeta, ameaçado de extinção, precisamos redescobrir uma consciência social com base em uma mistura de ética, educação, meio ambiente e compaixão.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) registrou a madrugada mais quente ao menos dos últimos 62 anos, no sábado, na estação localizada no mirante de Santana (zona norte de São Paulo).
A marca --de 21,7ºC-- é a mais alta desde que o instituto iniciou suas medições, em 1943. Segundo o Inmet, o último recorde, de 21,2ºC fora registrado em 2003 --o valor é idêntico ao observado na madrugada desta segunda-feira.
Na última sexta-feira, os termômetros chegaram a marcar 33,3ºC --a temperatura mais alta do ano. O recorde anterior havia sido registrado um dia antes --33,1ºC.
Bem o governo Federal anda com vontade de subir os já irreais impostos que pagamos. Uma pesquisa recente constatou que o Brasileiro comum trabalha 4 meses por ano para pagar impostos!!!! Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Bem se ainda tivéssemos a certeza de que nosso dinheiro era bem gasto..... Não é assim, afinal a saúde pública está um caco, as aposentadorias do INSS são uma miséria...a violência bate na porta de todos. Bem eu não quero mais impostos e imagino que vocês também não portanto se cada um entrar na página cujo link segue abaixo e enviar uma mensagem para os deputados de seu estado talvez eles acordem e escutem o povo.